terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aquela saudade

    Sem perceber,  havia viajado no tempo e quanto tempo fiquei desacordada até uma lágrima interromper meu pensamento e sujar o papel que escrevia.
    Senti tanta saudade das pessoas que passaram por minha vida, e por um instante senti-me flutuando em lembranças sobre elas.

Como era bom aquele tempo em que nada, parecia tudo. E que o tudo era tão pouco. E bom.

    Gostaria tanto de rever meus amigos da escola, aqueles que me faziam rir pela manhã sem que eu fizesse nenhum esforço para tal.
    Lembro-me da Pam, que sentava-se atrás da minha carteira [sempre enconstadas na parede, lembra?], muitos risos e confidências foram trocadas na distância de um palmo. Sua lógica para entender matemática me deixava com inveja, sua meiguice era parte fundamental da sua personalidade. Me lembro também da Bárbara, quanto tempo, quantas mudanças! Ela era tão cdf e suas folhinhas de estudo eram tão úteis, que só se contrastava com o jeito "Metal" de viver.
    Por um instante não se choro ou dou risada por tentar desembaralhar sentimentos que permanecem inalteráveis e que a cada segundo é acrescentado a alguma lembrança nova. Aquela rotina, aquela vivência tão especial;
    Como não lembrar do Felipe e suas palhaçadas. Tento imaginá-lo hoje, todo responsável e "crescidinho", sem esquecer por nenhum instante das risadas que demos, de tantas e tantas manhãs de alegria que tivemos. Ele só ficava mais engraçado quando brigava com a Alê, falando nela...ô saudade! Era alguém tão íntima e tão próxima, que dialogávamos "horas-lua" e trocávamos as mais intensas histórias. Sua autenticidade um tanto "brigona", mantém este compaherismo e afeto ao longo do tempo.

Meus amigos, parte necessária da minha vida, minhas grandes saudades!

    Lembro-me da Raisa, fomos apenas cúmplices em nossas "garotagens" e fizemos tanta coisa juntas que cada cena se repete e faz minha alma transbordar de alegria ao saber que fomos tão amigas.
    Como nao lembar da Gabi e seu jeito simples de viver, até seus ataques histéricos nas aulas da prof. Rosa me faz rir até agora. E não preciso forçar a memória para lembrar do Ricardinho, todo tranquilão, na sua, era mesmo muito engraçado quando ele e o Fê se juntavam para aprontar alguma coisa.

Falo de anos passados, anos vividos de maneira tão intensa, que poucas, ou quase nenhuma palavra consegue ter esta imensidão, esse infinito de carinho e saudades de uma fase que se foi e agora nao volta mais.

    Só mais uma coisa: Lembranças, saudades...


Dani*

sábado, 13 de novembro de 2010

"Ah...se eu pudesse"

"Ah...se eu pudesse
perderia o medo e
logo tão simples
diria antigos versos
colocaria as mãos sobre seu rosto
e acalmaria minha'lma

Se eu pudesse
sairia pela noite a
procura da mais linda estrela
falaria aos teus ouvidos
tudo aquilo que guardo

aqui dentro

Se eu pudesse faria-te apaixonar
por aquela, que de leve
dança sobre as palavras
tentando buscar um sentido

Se eu pudesse mesmo
traria de volta aquela vida
que de tão perdida
não sabe mais onde pousar.
"

Dani*