"Se o coração vai batendo como sempre bateu, a gente até se esquece que ele existe. Nao é necessário conhecer aquilo que nao incomoda. Quando a vida vai bem, o conhecimento dá lugar ao puro prazer. Até que aparece uma "extra-sístole", batida inesperada do coração, fora de hora, que faz o peito sentir o seu pulsar lá dentro. Coisa sem importância...
Só que o corpo nao acredita muito nisto. Ele sabe que toda novidade faz mal. As coisas deixaram de ser como eram...
Seria melhor nem saber que o coração existe. E ele teria permanecido no escuro, nao fora a novidade que interrompeu o seu bater binário, monótono e esquecido...
Mas agora, o corpo inteiro pula, sobressaltado. Nao estava lá na semana passada. Coisa nova que a mão descobriu, com susto. Novidade.
Que poderá ser? com certeza boa coisa nao é. Bom mesmo é o peito como sempre foi...como ele era tranquilo na sua monotona mesmice...será? Dúvida.
Com a novidade, vai-se o sono porque ela sempre carrega consigo a ansiedade no seu colo.
E assim, as batidas se repetem...repetem...repetem..
Dia a dia."
Danielle
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
De tão exotica....ria!
"A noite parecia quente como no acender de uma vela, sentia minhas mãos procurando o cruzar dos dedos, assim como os braços a envolver o meu formato de mulher. Seus lábios quentes se enroscavam no meu rosto e logo se repeliam na insegurança de um acontecer.
Mas a verdade é que seu corpo salpicado pelo desejo ainda nao havia entregue o que realmente queria.
Só uma ingenua incerteza parecia fazer sentido, nada de contradições e lamúrias, tudo o que acontecia era vigiado pela margem que existia entre o olhar e um toque. Um segundo de alegria cobre o corpo, e separado por um pulsão repentina, fez com que naquele instante nao conhecêssemos a reservada emoção que fora construída simples, aos poucos.
E foi assim que uma intrépida vontade de instalou, nítida e impetuosa, tomou conta daquelas incoerentes vítimas. Como que ao relento ainda nao sabiam que uma semente, um dia, vira flor.
Uma flor que de tão exótica... ria."
Mas a verdade é que seu corpo salpicado pelo desejo ainda nao havia entregue o que realmente queria.
Só uma ingenua incerteza parecia fazer sentido, nada de contradições e lamúrias, tudo o que acontecia era vigiado pela margem que existia entre o olhar e um toque. Um segundo de alegria cobre o corpo, e separado por um pulsão repentina, fez com que naquele instante nao conhecêssemos a reservada emoção que fora construída simples, aos poucos.
E foi assim que uma intrépida vontade de instalou, nítida e impetuosa, tomou conta daquelas incoerentes vítimas. Como que ao relento ainda nao sabiam que uma semente, um dia, vira flor.
Uma flor que de tão exótica... ria."
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