quarta-feira, 1 de setembro de 2010

De tão exotica....ria!

"A noite parecia quente como no acender de uma vela, sentia minhas mãos procurando o cruzar dos dedos, assim como os braços a envolver o meu formato de mulher. Seus lábios quentes se enroscavam no meu rosto e logo se repeliam na insegurança de um acontecer.



Mas a verdade é que seu corpo salpicado pelo desejo ainda nao havia entregue o que realmente queria.


Só uma ingenua incerteza parecia fazer sentido, nada de contradições e lamúrias, tudo o que acontecia era vigiado pela margem que existia entre o olhar e um toque. Um segundo de alegria cobre o corpo, e separado por um pulsão repentina, fez com que naquele instante nao conhecêssemos a reservada emoção que fora construída simples, aos poucos.


E foi assim que uma intrépida vontade de instalou, nítida e impetuosa, tomou conta daquelas incoerentes vítimas. Como que ao relento ainda nao sabiam que uma semente, um dia, vira flor.
 
Uma flor que de tão exótica... ria."

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