“Ela estava lá, presente nos olhos dele...E eu estava aqui tentando de todas as formas trazê-lo de volta ao presente, mas ela tocava se declarando toda, do começo ao fim”.
Os dedos dele contavam a batidas dos compassos dela, e eu me despia para pouco lhe chamar. Ele não voltava e ela não parava, passava pela porta escancarando seus timbres e permanecendo firme em cada batida.
Num cenário cor sépia – meio a meio sol – ela estava melosa e decidida a reescrever a história a dois. Segurei suas mãos e apertei forte, e nenhum sinal de apreço se fazia dó, só a sintonia como se olhavam percebia que a luta árdua pela presença de si junto a mi, estava acabada.
Perdi o ritmo, e ela tão sonoramente atrevida balançava-se, aparecia, entrava em cada parte de seu corpo, cada pensamento que ele tinha. Entrava na história em que eu era apenas poesia.
Dani*
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