quinta-feira, 14 de outubro de 2010

De bruços na janela

E mesmo fugindo ao tempo, quando o sol ainda trazia seus ultimos raios. Lá estava ela...de bruços na janela


Lá estava ela
de bruços na janela
esperando alguém passar
Seu olhar de canto ameno,
querendo aos poucos se apaixonar

Passou o cavalheiro
lhe acendando com o chapéu
-Não te iludas pequenina, não te chamas Rapunzel
-Saia da janela!
-Esse homem é personagem em papel

De bruços na janela
suspirou a borralheira
Viu fumaça de charuto a diante
e um assovio de chaleira

Fechou a janela
perdeu a carência
Esqueceu a sombra
-Nao mereces casta bela,
vives de aparência!


*Dani

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